ESG urgente

14.07.21 | estevam pereira

As tendências estabelecidas e futuras que impactarão a comunicação de resultados ESG

  • Ambição climática – não basta mais divulgar inventários e listar ações de redução das emissões. As empresas terão que dizer o que estão fazendo de realmente impactante no enfrentamento das mudanças do clima – e aonde querem chegar.
  • Net Zero – aonde chegar? No Net Zero. Algumas empresas já começaram a se comprometer com o Net Zero, ou seja, se tornarem neutras em relação às emissões de Gases de Efeito Estufa, considerando suas operações e toda a cadeia de valor.
  • SBTi - mas o caminho rumo ao Net Zero precisa ser orientado pela ciência. Mais precisamente pela SBT-i (Science Based Targets), iniciativa criada pelo Pacto Global, WWF, WRI e CDP para mobilizar empresas e organizações a criarem metas baseadas em ciência, de modo que o aumento da temperatura global fique alinhado com o Acordo de Paris (abaixo de 2° C e, preferencialmente, abaixo de 1,5°).
  • Finanças e clima – relatar os impactos financeiros das mudanças climáticas no negócio é uma demanda crescente dos investidores e a adoção das diretrizes da TCFD (Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima) é o caminho para as empresas atenderem essa demanda.
  • Finanças e capital natural – depois do clima, chegou a vez da natureza. O sucesso da TCFD levou à criação de uma nova iniciativa, desta vez com foco no capital natural. A TNFD (Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza) trabalha para que as primeiras empresas divulguem informações de acordo com as diretrizes em 2023.
  • SASB e GRI – as empresas que adotam as diretrizes GRI (Global Reporting Initiative) para relatos de sustentabilidade passarão a incorporar cada vez mais os indicadores propostos pela SASB (que se fundiu com o Conselho Internacional do Relato Integrado [IIRC] na nova organização The Value Reporting Foundation). GRI e SASB assinaram um termo de colaboração, mas a coopetição das duas iniciativas não dá sinais de como essa história cminhará.
  • Complexidade do relato – o cenário da comunicação de informações ESG continua com cada vez mais atores: diretrizes de comunicação voluntária (exemplos: GRI e TCFD), questionários (exemplos: CDP e ISE), agregadores de informações públicas (exemplo: Bloomberg e Refinitiv) e ratings (exemplo: MSCI e RepRisk). Para facilitar um pouco a vida das empresas, cinco organizações assinaram uma carta de intenções para criar um modelo que abarque todas elas (CDP, CDSB, GRI, IIRC e SASB).
  • Riscos globais – a empresa comunica riscos emergentes? Não? Então é bom os líderes do negócio consultarem a publicação The Global Risks Report, do World Economic Forum (WEF). Na última edição, dentre os 20 principais riscos mapeados, destacavam-se Fracasso nas Ações Climáticas, Doenças Infecciosas (é claro!), Perda da Biodiversidade e Extremos Climáticos – tópicos que podem destruir um negócio (e criar outros).

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