Por que GRI?

05.01.22 | report

Por que Global Reporting Initiative (GRI)?

Particularmente, não vejo motivo para forçar nenhuma empresa a usar este ou aquele instrumento. O mais importante é a real transformação da gestão, direcionamento, modelo de negócios e cultura organizacional. É a conscientização de que uma empresa só será saudável numa sociedade saudável.

A GRI como instituição e sua participação no movimento da sustentabilidade tem um valor extraordinário, que é a experiência de mais de 25 anos entre erros e acertos, construção multi-stakeholders, democrática e na constância de propósito da organização por uma economia mais justa e sustentável, sendo mais transparente, regenerativa e próspera para todos.

Os desafios que enfrentamos são inúmeros: de mudanças climáticas à perda da biodiversidade, desigualdade social crescente, crise humanitária, crise de saúde global e escassez de recursos... essa complexidade exige um novo olhar sobre os modelos de negócios. Para contribuir com um futuro sustentável, as empresas precisam reconhecer e gerenciar seus impactos de forma transparente, confiável e objetiva. As Normas da GRI\ auxiliam as empresas a fazerem isso numa linguagem global e acessível a todos gratuitamente.

Por fim, além da perspectiva do próprio impacto, a GRI tem o foco em todos os stakeholders, além do investidor. Os investidores são vitais para os negócios, mas um ponto vital para que eles possam alocar recursos é a credibilidade, a reputação – intimamente ligada à capacidade de cumprimento de promessas. E esses atributos dependem de terceiros, ou seja, dos outros stakeholders – aí se fundamenta a interdependência sustentabilidade & criação e proteção de valor.

Qual o futuro das diretrizes GRI?

As Normas GRI continuarão focadas nos impactos, gerenciamento e transparência das empresas. Continuará fiel ao seu processo de construção multi-stakeholders, focando em todos os públicos de relacionamento da companhia e trazendo os assuntos fronteiriços para a mesa das empresas como fez com tributos, por exemplo. A primeira e única norma para relato sobre governança e posicionamento das empresas sobre esse tema espinhoso.

Qual o futuro do relato corporativo?

Os relatos corporativos abordando ESG já são regulados em mais de 68 países e a tendência é essa: envolvimento cada vez mais forte de reguladores – vemos as movimentações do IFRS criando o ISSB, o Green Deal na União Europeia, a China exigindo ESG nos reportes de todas as empresas listadas, entre outros.

Espero que esse futuro tenha como base principal a conscientização da interdependência entre a saúde e prosperidade da sociedade, da preservação do meio ambiente e o sucesso dos negócios.

Para ler outras entrevistas e saber mais sobre o tema, leia o nosso estudo Os Caminhos do Relato ESG – Um panorama sobre os frameworks e standards mais utilizados em: www.gruporeport.com.br/publicacoes

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