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Ilustração de duas mulheres vistas de costas caminhando em um percurso plano, projetando sombras gigantescas à frente

Report participa de painel em evento de retorno da GRI ao Brasil

A Global Reporting Initiative (GRI) voltou, neste segundo semestre de 2026, a ter operações no Brasil. O principal marco disso é o lançamento do Programa de Negócios Competitivos – uma iniciativa global da entidade que capacita pequenas e médias organizações sobre relato da sustentabilidade, com foco em competitividade e acesso a negócios e recursos. Fruto da aliança estratégica do Grupo Report com a GRI, da qual somos Certified Training Partners (CTPs) e com a qual contribuímos por meio da GRI Community, participaremos de um painel do encontro sobre futuro do relato, com moderação do Sócio-Diretor da Report Gilberto Longo. Em oito anos de atividade em outros países, o Programa de Negócios Competitivos reúne indicadores positivos: segundo a GRI, quase 70% das PMEs participantes afirmam ter tido benefícios de eficiência de gestão após realizá-lo, e 89% executaram planos de ação concretos para melhorar sua gestão ambiental e social após publicar seu primeiro relatório. A aposta no Brasil tem motivação clara: com muitas companhias sujeitas a regulações globais (ESRS, IFRS S1 e S2) que mantêm redes pulverizadas de fornecedores, as PMEs passam a ser cobradas por informação de sustentabilidade que pode ser coletada e reportada sob padrões globaisusando as Normas GRI. Engenheira ambiental com passagens pela Rede Brasil do Pacto Global, Danielly de Andrade Mello Freire é a diretora da GRI Brasil e respondeu a três breves questões sobre o ecossistema de relatos, o papel das empresas em suas cadeias de valor e os benefícios da capacitação GRI para PMEs. Confira: Como você avalia o contexto de relato da sustentabilidade no Brasil neste retorno da GRI ao país por meio de representação? “O retorno institucional da GRI ao Brasil chega em um momento de maturidade crescente do mercado: empresas, reguladores e investidores já tratam o relato de sustentabilidade como parte da gestão de negócio, não apenas como status reputacional ou de marketing. A volta de uma representação da GRI no País reforça nosso compromisso em apoiar o avanço de uma sociedade mais justa,uma economia equitativa e um planeta regenerado.” Quais desafios você vê na adesão de PMEs às práticas de relato e como o Programa de Negócios Competitivos vai auxiliá-las nesse sentido? “O maior desafio das PMEs é falta de tempo, estrutura e recursos para reportar com qualidade. O Programa de Negócios Competitivos (PNC, ou CBP, na sigla em inglês) existe para isso: oferece metodologia e suporte prático para viabilizar o relato com as Normas GRI e, dentro da nossa meta, pretende levar pelo menos 100 PMEs a reportar até dezembro de 2028.” De que maneira você acredita que os relatos podem contribuir para a competitividade de pequenas e médias empresas? “Relatar informações de impacto pode providenciar às PMEs mais credibilidade e acesso a cadeias de valor de grandes empresas (nacionais e multinacionais), além de financiamento de bancos de desenvolvimento, já que compradores e investidores exigem cada vez mais transparência dos fornecedores. Hoje isso é diferencial competitivo, não só uma mera formalidade.” Para maiores informações e solicitar inscrição, clique aqui.

Ilustração de um homem de terno e mochila subindo uma grande escadaria iluminada pela metade, simbolizando crescimento profissional

Como os dados socioambientais destravam o blended finance no agronegócio

A agenda de uso sustentável da terra entra em uma nova fase. Se a degradação dos solos e a crise climática exigem ações de restauração, conservação e manejo sustentável em larga escala, viabilizar essas práticas depende de mobilizar capital e comprovar o impacto gerado com total transparência. É nesse ponto que a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), o financiamento sustentável e a gestão de dados socioambientais se conectam. A realização da COP 17 da UNCCD (Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação), na Mongólia, reforçou a relevância estratégica da degradação da terra para temas como resiliência climática e segurança alimentar.  O encontro também evidenciou a dimensão dos desafios de implementação, colocando em destaque a necessidade de ampliar ações de recuperação e uso sustentável da terra e de criar condições para financiá-las em escala.  Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição relevante, assumindo o compromisso de alcançar mais de 367 milhões de hectares até 2030, combinando o manejo sustentável e a prevenção, conservação e manejo sustentável da terra de 350,76 milhões de hectares com a recuperação e restauração de 16,34 milhões de hectares de terras degradadas. Uma meta dessa dimensão evidencia a escala do desafio brasileiro e a necessidade de mobilização de diferentes fontes de financiamento, entre elas estruturas de Blended Finance (Financiamento Misto), capazes de combinar recursos públicos, concessionais e privados para mitigar riscos e atrair capital em escala. Na prática, o blended finance funciona como uma alavanca para viabilizar projetos que o mercado tradicional poderia considerar de alto risco inicial. Ao utilizar recursos públicos, concessionais ou filantrópicos para absorver as primeiras perdas e reduzir as incertezas, essa estrutura torna o investimento atraente para grandes fundos privados. É exatamente essa arquitetura financeira que viabiliza o aporte de capital em larga escala para a recuperação de solos degradados, a expansão da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e projetos de conservação, o que permite aliar retorno econômico à restauração ambiental. Contudo, existe um importante gargalo na atração desse capital: a exigência por dados auditáveis e transparência de alto nível.  Grandes fundos globais, investidores institucionais e agências multilaterais não disponibilizam recursos sem a garantia rigorosa de que o impacto prometido será entregue. O financiamento sustentável moderno exige um novo padrão para o uso da terra. Isso significa que as empresas do agronegócio e do setor florestal precisam implementar e demonstrar: Rastreabilidade e origem: garantia da origem das matérias-primas, uso e ocupação da terra e  conformidade socioambiental das áreas produtivas. Indicadores de Impacto Socioambiental: Métricas consolidadas sobre o sequestro de carbono, saúde do solo, governança e aspectos socioeconômicos Métricas Integradas de Biodiversidade: Indicadores quantitativos e qualitativos que comprovem a preservação ou restauração dos ecossistemas locais. O Brasil tem em mãos a oportunidade de liderar a economia de restauração da terra. Mas transformar esse compromisso em vantagem competitiva também depende da capacidade de comprovar, reportar e prestar contas do impacto gerado no campo. Sua empresa está pronta para estruturar dados e acessar as novas oportunidades do financiamento sustentável? Entre em contato com os especialistas do Grupo Report e saiba como podemos fortalecer a jornada de reporte e captação da sua organização. [email protected]

Homem de costas de camiseta listrada, sentado em um banco vermelho no píer de madeira, observando um grande lago ao entardecer.

Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A

Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A Riscos climáticos impactam seu resultado financeiro? A lição dos novos relatos voluntários de Natura e C&A As recentes publicações de relatórios corporativos corroboram com a evolução da transparência climática no mercado brasileiro, destacando os relatos de duas gigantes do varejo e de bens de consumo: a C&A e a Natura. Ambos os documentos apresentam um rigoroso alinhamento aos Pronunciamentos Técnicos CBPS 01 e 02, que refletem as normativas globais IFRS S1 e S2 (emitidas pelo ISSB). Vale ressaltar que a publicação desses relatórios ocorreu de forma voluntária. Embora a Resolução CVM nº 193/2023 tenha estabelecido o arcabouço para esse padrão de relato no Brasil, a obrigatoriedade para companhias listadas na CVM foi retirada. Ainda assim, ambas as empresas, assim como outras companhias brasileiras, optaram por publicar. A justificativa estratégica para essa proatividade é clara: a adoção antecipada dos padrões IFRS S1/S2 melhora a comparabilidade com pares globais e tende a atrair cobertura e capital institucional, que demanda métricas padronizadas de riscos e oportunidades ESG. Por estarem em seu primeiro ano de relato sob essas normas, tanto a Natura quanto a C&A aplicaram os alívios de transição (reliefs) permitidos pela regulação. Entre eles, usufruíram da prerrogativa de não publicar o documento de forma concomitante às Demonstrações Financeiras (DFs) e de focar exclusivamente na temática climática (IFRS S2 / CBPS 02). Apesar de estes relatórios apresentarem um escopo “menor” do que o exigido pelo S1,  norma apresenta uma complexidade grande pois está mudando radicalmente a forma de olhar para o risco climático, exigindo que a pauta deixe de ser um exercício de narrativa institucional para se converter em métricas tangíveis de impacto financeiro, atraindo capital institucional focado em resiliência.  Ao detalhar seus riscos climáticos, ambas as empresas ressaltam as ameaças relacionadas à cadeia de fornecimento e às suas operações logísticas. Esse é um ponto vital e complexo do novo padrão: a análise de riscos não pode mais se limitar aos muros das operações próprias. Englobar toda a cadeia de valor, avaliando a origem das matérias-primas e a capilaridade da distribuição, é imprescindível para um diagnóstico acurado, embora imponha enormes desafios técnicos referentes à rastreabilidade e à coleta de dados primários em áreas onde o controle direto da companhia é menor.  Assim, apesar da profundidade técnica, os dois relatórios convergem ao admitir a enorme complexidade envolvida nessas avaliações. Como bem observam os relatos recém-publicados, a vulnerabilidade física corporativa não costuma se concentrar em um evento isolado, mas sim em uma teia pulverizada de ameaças, desde intempéries bloqueando centros de distribuição até secas encarecendo insumos naturais. Essa multiplicidade dificulta o isolamento de impactos, tornando o exercício ainda mais complexo. Mesmo diante de incertezas e limitações de dados, a transparência que a C&A e a Natura trazem para seus impactos financeiros e modelagens eleva a barra do mercado nacional. A principal lição deixada por esses relatórios é que a modelagem climática deixa de ser um exercício teórico de sustentabilidade e passa a ser uma exigência de demonstração financeira e de transparência de mercado. Avaliar o clima não é mais uma nota de rodapé institucional; é parte inseparável da resiliência corporativa, da alocação de capital e da perenidade dos negócios. O grande desafio evidenciado por esse novo paradigma, e que separa os relatos maduros dos superficiais, é justamente a capacidade de construir uma ponte analítica entre as alterações do clima e o balanço patrimonial. O processo exige priorizar ameaças e traduzi-las em uma cadeia lógica clara: inicia-se no mapeamento de uma variável climática, compreende-se o nível de exposição e a vulnerabilidade do modelo de negócios diante dessa alteração, projeta-se o efeito operacional e, consequentemente, chega-se à magnitude da variável financeira afetada. Nesse contexto, a quantificação climática ganha protagonismo. Porém é preciso desmistificar a percepção de que a modelagem serve como uma “bola de cristal” para adivinhar o amanhã ou cravar um prejuízo exato no fluxo de caixa. O propósito fundamental da modelagem é estressar a capacidade de adaptação e a resiliência do negócio diante de diferentes trajetórias e cenários futuros, tornando totalmente transparentes as premissas utilizadas e as incertezas inerentes a esse cálculo. Como parceiro estratégico nesse movimento de transformação, o Grupo Report foi o responsável por assessorar a Natura na elaboração de seu recém-lançado relatório. Nossa equipe atuou desde a garantia de aderência técnica do texto à norma e ao contexto regulatório brasileiro , passando pela redação e gestão do projeto, até o design final do documento. Para auxiliar outras organizações a construírem suas estratégias climáticas de forma robusta e alinhada às exigências do CBPS, o Grupo Report oferece a Trilha IFRS S1/S2: uma jornada completa que vai desde a análise de gaps,  para entender o nível de maturidade da empresa em relação às práticas exigidas, até etapas avançadas, como a valoração de riscos climáticos e a produção do próprio relatório de conformidade.

Ilustração em flat design de uma mulher trabalhando remotamente em um tablet. Otimizada para artigos sobre tecnologia, produtividade, home office e vida urbana digital. Palavra-chave foco: mulher usando tablet home office.

Acessibilidade digital em relatórios corporativos: como a inclusão impacta a governança e a nota nos ratings ESG

No ambiente corporativo, a transparência e a prestação de contas socioambiental tornaram-se pilares centrais da governança. No entanto, um aspecto crítico da prestação de contas costuma ser negligenciado: a acessibilidade das plataformas e documentos publicados. Em setembro, mês dedicado à conscientização sobre a inclusão das pessoas com deficiência, o debate sobre o futuro do relato corporativo exige uma reflexão prática. Afinal, a sua empresa entrega informações acessíveis a todos os públicos ou impõe sem se dar conta das barreiras de navegação e leitura? Da comunicação à maturidade em governança A acessibilidade digital não deve ser tratada como um mero ajuste estético ou um “bônus” de responsabilidade social corporativa. Sob a ótica de investidores, auditores e agências de rating, a garantia de acesso equitativo à informação é um indicador direto de maturidade em Direitos Humanos, Inclusão e Governança da Informação. Relatórios anuais publicados em formatos inacessíveis, como PDFs que não suportam leitores de tela, infográficos sem descrição técnica de imagem (Alt Text), baixo contraste de cor ou navegação incompatível com teclado, excluem parcelas significativas da sociedade e geram fragilidades na transparência corporativa. O impacto direto nos ratings ESG e na regulamentação global Três fatores principais explicam por que a acessibilidade em relatórios e Centrais de Transparência se tornou um requisito de gestão: Pontuação em índices ESG (como o ISE B3): questionários e metodologias de avaliação de sustentabilidade analisam a comunicação corporativa e a gestão de diversidade e inclusão. Garantir canais de prestação de contas acessíveis demonstra a aplicação prática de políticas de Direitos Humanos e comunicação não discriminatória. Conformidade com os padrões globais (GRI, IFRS e WCAG): as diretrizes internacionais de reporte exigem que a informação seja clara, compreensível e comparável. No campo tecnológico, isso se traduz no cumprimento das diretrizes da Web Content Accessibility Guidelines (WCAG 2.2), mantidas pelo W3C, que estabelecem os critérios universais para leitura e navegação digital. Pressão Regulatória Internacional (European Accessibility Act): com o avanço de regulamentações globais, como a Diretiva Europeia de Acessibilidade, a conformidade digital passou a ser exigência legal para empresas que atuam ou distribuem serviços no mercado internacional. O não cumprimento dessas diretrizes expõe as organizações a passivos de reputação e de conformidade. A acessibilidade desde o início do projeto Para que um relatório seja efetivamente acessível, a acessibilidade precisa ser planejada desde a fase de arquitetura de informação e design. Tentar “adaptar” um documento pronto no final do processo costuma gerar custos adicionais e resultados ineficientes. O desenvolvimento de um relato acessível abrange: Design e diagramação inclusivos: estruturação de tipografia, hierarquia visual de títulos e contraste de cores adequado. Leitura de tela e automações assistivas: código e estrutura de arquivos (PDF e HTML) preparados para interpretação por softwares leitores de tela e navegação assistiva. Centrais de Transparência Universais: plataformas digitais desenvolvidas com navegação por teclado, transcrição de conteúdos multimídia e usabilidade garantida para investidores, analistas e sociedade civil. Com mais de duas décadas de liderança na elaboração e publicação de relatos corporativos no Brasil, a Report combina consultoria estratégica e expertise tecnológica. Acompanhamos nossos clientes em todo o ciclo de produção dos relatórios anuais e de sustentabilidade, garantindo rigor técnico, conformidade regulatória e soluções digitais nativamente acessíveis. À medida que entramos na temporada de kickoff e planejamento dos relatos para o próximo ano, a sua empresa tem a oportunidade de alinhar a prestação de contas aos mais altos padrões de governança e inclusão. Entre em contato com o nosso time para estruturar um processo de relato transparente, auditável e acessível a todos.

O futuro do relato corporativo: como Clima, Regulação e IFRS S1/S2 estão reescrevendo o valor das empresas

No cenário corporativo contemporâneo, a prestação de contas socioambiental deixou de ser um exercício voluntário de comunicação para se tornar a espinha dorsal da estratégia, da governança e da atração de capital. À medida que o mercado entra no ciclo decisivo para o fechamento de novos projetos de relato, quatro forças regulatórias e climáticas convergem para transformar a gestão corporativa: Financiamento da Adaptação Climática (Pós-Bonn e COP 31): O debate global não se restringe mais a cortar emissões. Investidores exigem saber a resiliência da infraestrutura e da cadeia de valor das empresas frente a eventos extremos. Neutralidade da Terra e Blended Finance (COP 17): Os compromissos com o manejo sustentável do solo e a transição do agronegócio demandam métricas rigorosas de impacto para viabilizar investimentos mistos. A Era da Regulamentação com o SBCE: A consulta pública sobre o sistema de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões antecipa a obrigatoriedade de reporte rigoroso para os setores mais intensivos em carbono. Demonstração Financeira dos Riscos Climáticos (IFRS S1 e S2 / CBPS): Cases como o da C&A demonstram na prática que a valoração dos riscos e oportunidades climáticos precisa figurar nos números da organização, alinhando a agenda ESG à diretoria financeira. O desafio da maturidade dos dados A complexidade do reporte corporativo não está na elaboração do documento final, mas na consistência da governança, na rastreabilidade dos indicadores e na capacidade de conectar a estratégia do negócio aos frameworks globais (GRI, IFRS, ISSB, TCFD). Relatar o futuro exige sair da coleta fragmentada em planilhas e evoluir para uma inteligência corporativa contínua, capaz de suportar asseguração limitada e razoável por auditores independentes. A abordagem da Report Com mais de duas décadas de liderança em sustentabilidade no Brasil, a Report desenvolveu uma plataforma completa de serviços que une a consultoria estratégica em clima e riscos (Trilha IFRS S1/S2, inventários de GEE, dupla materialidade) à capacidade de gestão e publicação de relatórios de alto valor reputacional. Por meio de soluções de inteligência e governança de dados, apoiamos sua empresa no atendimento aos requisitos regulatórios e na consolidação de sua posição perante o mercado de capitais.

Ilustração digital de uma cidade ao entardecer com prédios coloridos, árvores verdes e céu em tons de rosa e laranja.

Governança e confiabilidade de dados: como a Brazilian Nickel aprimorou a gestão de indicadores e facilitou as auditorias

Garantir a confiabilidade das informações reportadas é um dos desafios mais críticos para as áreas de sustentabilidade. Quando a coleta de dados depende de planilhas, a operação fica vulnerável a falhas humanas, digitação incorreta, perda de histórico e inconsistências na hora de consolidar os resultados. Na BR Nickel, a gestão de indicadores próprios era anteriormente realizada por meio de planilhas, um processo que atendia às necessidades da empresa, mas que demandava maior esforço para consolidação, acompanhamento dos prazos e organização das evidências. Com a adoção da Central Report, a empresa passou a contar com um fluxo estruturado de reporte, incluindo as etapas de Respondente e Validador. Nesse modelo, as informações inseridas pelas áreas responsáveis são revisadas pelo gestor designado antes da consolidação, criando uma etapa adicional de verificação e contribuindo para a consistência dos dados reportados.  “O principal desafio era garantir a confiabilidade dos dados reportados. Com o uso de planilhas, havia maior risco de erros de preenchimento e inconsistências. Hoje, com a Central Report, contamos com um fluxo de respondente e validador, permitindo que o gestor responsável revise e valide as informações antes da consolidação. Isso trouxe mais organização ao processo e contribuiu para a qualidade dos dados”, conta Bruna Carneiro, analista ESG na Brazilian Nickel.  A centralização dos indicadores em um único ambiente também facilitou o acompanhamento dos ciclos de reporte e dos respectivos prazos. Com as informações reunidas na plataforma, a equipe passou a ter uma visão mais organizada do status dos indicadores e das etapas ainda pendentes. A analista comenta, ainda, que a funcionalidade de centralizar evidências e documentos diretamente às respostas dos indicadores transformou uma etapa antes complexa em um processo prático e transparente. “Essa funcionalidade é especialmente importante para nós, pois os dados passam por processos de auditoria e as evidências ficam organizadas e facilmente acessíveis”.  A mudança também se refletiu no ritmo de trabalho. Em vez de concentrar o esforço apenas durante o ciclo anual de reporte, a Brazilian Nickel passou a fazer a gestão e o acompanhamento de seus indicadores de forma contínua, mês a mês. “O acompanhamento contínuo dos indicadores permite identificar rapidamente mudanças significativas nos resultados e compreender suas causas, seja em função de alterações operacionais, mudanças na gestão ou mesmo de possíveis inconsistências no reporte. Isso torna a gestão muito mais eficiente e contribui para a melhoria da qualidade dos dados ao longo do ano”, completa. A adoção da Central Report representa, assim, uma evolução na forma de gestão dos indicadores da BR Nickel, com maior integração entre coleta, validação, acompanhamento e armazenamento das evidências. O processo contribui para fortalecer a governança e a rastreabilidade das informações utilizadas nos relatórios e processos de auditoria ESG.

Ilustração de mulher negra com vestido colorido caminhando e usando smartphone em calçada de mosaico ensolarada

Por que a validação técnica é inegociável em um software de sustentabilidade e ESG

Desde as etapas iniciais, a análise de aderência na coleta de indicadores ESG é essencial para garantir boas práticas no processo de relato Imagine descobrir, durante uma auditoria externa, que um indicador foi calculado com uma metodologia incorreta ou que uma informação divulgada não atende aos requisitos do framework adotado. Muitas vezes, esse problema não está na coleta dos dados, mas na ausência de inteligência técnica por trás da plataforma digital. Um software pode automatizar processos, mas, se não acompanhar a evolução das normas e não incorporar conhecimento especializado em sustentabilidade, continuará reproduzindo informações inconsistentes. Em um cenário de crescente exigência regulatória, uma solução digital ESG precisa fazer mais do que armazenar dados: ela deve contribuir para garantir a consistência, a rastreabilidade e a aderência metodológica dos indicadores. Entre as referências, estão as normas da Global Reporting Initiative (GRI) e do Sustainability Accounting Standards Board (SASB), as recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD) e da Task Force on Nature-related Financial Disclosures (TNFD) e o Relato Integrado (<IR>), mantidos pela IFRS Foundation. Nos últimos anos, o acervo de diretrizes à disposição das empresas foi ampliado com o lançamento das normas IFRS S1 e S2, do International Sustainability Standards Board (ISSB), e das europeias ESRS, da União Europeia.  A pesquisa Reporting Matters Brasil 2025, desenvolvida pelo CEBDS em parceria com o Grupo Report, oferece um panorama real dos padrões adotados por empresas nacionais. Na amostra de 82 relatórios analisados: 97% das publicações adotam as Normas GRI (sendo 55% no modelo “em conformidade” e 42% na abordagem “com base”). 77% utilizam as Normas SASB. 45% dispõem de dados que respondem às recomendações da TCFD. Como a Central Report incorpora a validação técnica Foi justamente para enfrentar esse desafio que desenvolvemos a Central Report. Diferentemente de plataformas que atuam apenas como repositórios de informações, a Central nasceu da experiência de uma consultoria especializada  com mais de duas décadas de experiência em normas e frameworks de sustentabilidade. Isso significa que sua evolução acompanha continuamente as mudanças nas diretrizes, nas regulamentações e nas necessidades práticas dos profissionais responsáveis pelo reporte de sustentabilidade e ESG.  Nossa abordagem combina tecnologia, inteligência artificial e conhecimento técnico especializado. A Inteligência Artificial realiza análises preliminares de aderência aos standards e frameworks, identificando potenciais inconsistências e oportunidades de melhoria. Em seguida, especialistas realizam a validação técnica final (human in the loop), assegurando que os indicadores atendam aos requisitos metodológicos aplicáveis. Durante todo o processo, a Central Report mantém a rastreabilidade das informações, registra o histórico de alterações, organiza evidências e permite acompanhar cada etapa da coleta, da validação e da aprovação. Preparação para a auditoria externa e asseguração de terceira parte A gestão das evidências é especialmente relevante para relatórios verificados por terceira parte, uma prática cada vez mais presente no processo de relato. Ainda segundo a pesquisa Reporting Matters Brasil 2025, a auditoria externa (total ou parcial) contemplou 84% dos documentos analisados. Nesse processo, que normalmente ocorre nas etapas finais do projeto, a validação técnica realizada durante a coleta dos dados é crucial para evitar ajustes significativos, e a rastreabilidade das informações inseridas auxilia na checagem dos auditores.  A essa abordagem híbrida, que confere precisão e consistência ao longo de todo o processo, soma-se a preocupação com a autonomia dos usuários. O ambiente virtual da Central Report foi desenhado para conferir agilidade e praticidade às etapas de coleta, gestão e comunicação de dados de sustentabilidade. Isso tem início desde a configuração dos indicadores no sistema: com a metodologia da linguagem simples e campos de resposta que espelham todos os requisitos previstos pelas diretrizes, os respondentes visualizam apenas os itens que devem ser preenchidos. Além disso, guias, tutoriais e canais de suporte contínuo estão disponíveis em um Help Center integrado à plataforma. Até o momento, mais de 500 empresas realizaram seus processos de gestão de indicadores na Central Report, e muitas já utilizam o sistema como um software ESG no modelo SaaS para monitoramento contínuo, incorporando a gestão de dados de sustentabilidade à tomada de decisão. Fale com a nossa equipe de Negócios e entenda como a Central Report pode apoiar a maturidade sustentável da sua organização. 

Uma mulher de suéter azul trabalhando em seu laptop à noite no home office, com luz quente da luminária e estante ao fundo.

Como escolher uma plataforma ESG: o perigo dos softwares que não validam dados

O grande volume de dados coletados exige um software de sustentabilidade e ESG que garanta precisão, consistência e aderência às normas globais Quem garante que os dados coletados estão corretos? À medida que surgem novas normas e regulamentações, um erro no processo de coleta pode comprometer as auditorias e a credibilidade das informações divulgadas. Por isso, escolher uma solução digital de dados de sustentabilidade e ESG deixou de ser apenas uma decisão tecnológica; é, fundamentalmente, uma decisão sobre governança e qualidade dos dados. O grande volume de indicadores que as organizações precisam gerenciar exige um software de sustentabilidade corporativa que garanta precisão, consistência e aderência aos frameworks globais. Com a crescente oferta de soluções no mercado, como encontrar a melhor solução digital capaz de apoiar a sua organização com segurança técnica? O que avaliar antes de escolher uma solução digital ESG Antes de contratar um software de sustentabilidade e ESG, vale verificar se ele oferece: Fluxos de validação das informações; Gestão estruturada de evidências; Rastreabilidade completa das alterações (Audit Trail); Atualização contínua dos frameworks; Controle de permissões e aprovações; Automação dos cálculos; Reaproveitamento de dados entre diferentes frameworks; Dashboards para gestão contínua dos indicadores. Elementos indispensáveis em um software de sustentabilidade A precisão e a rastreabilidade dos dados são elementos essenciais em qualquer solução digital de sustentabilidade e ESG. Um software pode automatizar a coleta das informações, mas isso não significa, necessariamente, que os dados estejam metodologicamente corretos. Sem validação técnica, a coleta e a divulgação dos dados implicam riscos operacionais e reputacionais. Sob o olhar atento dos stakeholders, erros na comunicação de indicadores ESG podem prejudicar a imagem da organização, os relacionamentos que mantém na cadeia de valor e o monitoramento das práticas internas. Para documentos submetidos a auditorias, esses riscos se agravam: a inconsistência das informações reportadas inviabiliza a conclusão do processo, levando a uma “corrida contra o tempo” para localizar a fonte dos dados, corrigir os registros e analisar a aderência. Precisão, tecnologia e rastreabilidade na Central Report Com esses desafios em mente, unimos nossas equipes de Consultoria e Tecnologia para desenvolver uma solução que assegurasse consistência e precisão ao longo de todo o processo. Esse movimento levou à criação da Central Report, nosso sistema de coleta, gestão e comunicação de dados de sustentabilidade. Com mais de 500 empresas atendidas, a Central Report passa por atualizações contínuas, incorporando demandas de usuários — ao todo, são mais de 8,2 mil cadastros ativos — para lançar novas funcionalidades. A Central Report retrata a nossa abordagem híbrida para a inovação no processo de relato e na gestão de indicadores: aliar o tratamento automatizado de dados à auditoria técnica e supervisão humana de especialistas em sustentabilidade. Com apoio da inteligência artificial (IA), nossa solução digital conta com dupla checagem: a verificação preliminar da IA e a validação dos especialistas, responsáveis pela checagem final do atendimento de cada requisito das normas e frameworks.  Monitoramento contínuo e eficiência operacional Para além do apoio no processo de relato e na divulgação, a Central Report oferece às organizações um caminho para a evolução na gestão de dados de sustentabilidade: o monitoramento contínuo. Disponível também como SaaS (software como serviço), nossa solução digital contribui para fortalecer o planejamento estratégico e a eficiência operacional ao permitir que tomadores de decisão tenham acesso estruturado a dados, análises, gráficos e dashboards, com precisão, consistência e rastreabilidade. Quer evitar falhas de compliance e otimizar a sua gestão? Conheça as ferramentas disponíveis da Central Report e agende uma demonstração.

Ilustração vetorial de quatro profissionais de negócios conversando em um escritório claro com janelas grandes.

Automação sem erro: como IA + especialistas ESG garantem indicadores precisos

A Central Report une inteligência artificial e checagem de especialistas em ESG para mitigar riscos, otimizar a gestão de dados e elevar a maturidade da estratégia de sustentabilidade corporativa Ferramentas movidas a inteligência artificial (IA) ganham espaço no mercado, remodelando as operações de empresas em diferentes segmentos. No campo da sustentabilidade corporativa, a IA tem sido uma grande aliada nas análises e no monitoramento de indicadores de sustentabilidade e ESG, permitindo que grandes volumes de informações sejam sistematizados, na automatização de tarefas repetitivas e acelerando análises.   e interpretados para apoiar a tomada de decisão, seja da própria organização ou de seus investidores.  Na Report, estruturamos iniciativas para avançar em ritmo constante no uso responsável de IA. Com um grupo de trabalho dedicado ao tema, lançamos ferramentas na Central Report que reforçam a validação técnica de indicadores de sustentabilidade, garantindo precisão ao aliar análises automatizadas à supervisão de consultores especialistas. Humano no loop: mitigando riscos na gestão de indicadores ESG Uma das principais entregas dessa jornada de inovação é a pré-análise de respostas via IA. A Central Report permite que os respondentes verifiquem a aderência das respostas às normas e aos frameworks adotados antes de prosseguir com o envio das informações. Nos testes, essa ferramenta atingiu mais de 80% de precisão. Como adotamos a abordagem human in the loop, todos os processos envolvendo IA são supervisionados pelos nossos especialistas, a fim de mitigar o risco de imprecisão nos dados reportados. “Sabemos que a IA acelera enormemente os processos, mas também que comete erros. A gerência e a supervisão humana são imprescindíveis. Por isso, trabalhamos sempre com consultores humanos no loop.”, Estevam Pereira, sócio do Grupo Report Tecnologia SaaS e dashboards dinâmicos para tomada de decisão Os clientes que optam pelo monitoramento contínuo (SaaS) na Central Report, que dispõe dos módulos de coleta, gestão e comunicação, também contam com assistentes de IA para suporte e orientação e para a criação de fórmulas. Os benefícios desse modelo, no entanto, não se limitam às ferramentas de apoio: além de entregar o gerenciamento autônomo de bancos de dados, que garante eficiência na tomada de decisão, o sistema possibilita a geração de gráficos, dashboards e soluções de comunicação para a análise e a divulgação estruturadas de indicadores de sustentabilidade. Precisão e autonomia Reforçamos nossos processos de validação técnica por meio dessas duas fases : a etapa prévia automatizada e a checagem dos consultores de sustentabilidade da Report. De olho na experiência dos usuários, buscamos ampliar as funcionalidades para garantir, também, a autonomia nos processos de análise, gestão e comunicação de dados. Nossa solução digital reúne funcionalidades voltadas à rastreabilidade das informações e à consolidação e interoperabilidade de indicadores. Todos com acesso à Central Report podem consultar o Help Center, que dispõe de canais de contato, guias e tutoriais. Ferramentas de acessibilidade e tradução automática complementam essa abordagem para assegurar que os usuários possam utilizar a plataforma com facilidade. Para manter a Central Report em evolução contínua, nossos times de Tecnologia e Consultoria trabalham em conjunto no desenvolvimento de novas funcionalidades, orientados por um roadmap que contempla feedbacks e sugestões de usuários.  Quer conhecer essa abordagem? A Central Report combina Inteligência Artificial, tecnologia e conhecimento especializado para apoiar organizações na coleta, gestão e comunicação de indicadores de sustentabilidade ESG com mais eficiência, rastreabilidade e segurança. Agende uma demonstração e descubra como a IA pode acelerar seus processos sem comprometer a qualidade das informações.

Normas IFRS S1 e S2: a CVM recuou (por enquanto). E agora?

Empresas iniciantes, que iniciaram sua jornada agora ou que investiram na conformidade aos padrões devem avaliar o custo de voltar atrás; agenda IFRS tende a evoluir à revelia da agenda regulatória Por Guto Lobato, gerente executivo de educação na Report Quem acompanha o histórico das práticas de relato no Brasil reconhece dois movimentos nem sempre convergentes. De um lado, uma cultura de transparência voluntária, a partir dos anos 2000, com normas como as da Global Reporting Initiative (GRI). De outro lado, um movimento mais recente, que busca impor obrigações de divulgação financeira sobre sustentabilidade. Iniciativas como o Relato Integrado (<IR>) e o TCFD incentivaram esse caminho na década passada e, em 2023, a IFRS Foundation lançou as Normas IFRS S1 e S2 – que rapidamente passaram a ser adotadas em dezenas de países. O Brasil despontou como pioneiro nessa direção quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou sua Resolução 193/2023, que estabelecia prazos para companhias abertas publicarem relatórios baseados nas Normas IFRS S1 e S2. Entretanto, no apagar das luzes de maio, a CVM publicou a Resolução 244, que removeu o caráter mandatório desse processo. Na prática, quem se comprometeu no período de adesão voluntária deve seguir publicando por alguns anos; quem não começou não precisaria, por ora, se aventurar. Bastaria aplicar um “Pratique ou Explique” e justificar, em comunicado ao mercado, a decisão de não relatar. Esse modelo, contudo, é, na prática, um fracasso. Podia até fazer sentido uma década e meia atrás, mas hoje perdeu sua razão de ser. A reviravolta da CVM tomou muitos auditores, entidades da área contábil, consultorias e empresas de surpresa. A reação foi imediata: entidades como Conselho Federal de Contabilidade, IBFC e ANEFAC enviaram carta conjunta expressando preocupação à CVM. Organizações de mercado, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), afirmaram ver o recuo com preocupação; organizações da sociedade civil anunciaram que irão entrar com processo para revisar a nova resolução; e, questionada por veículos de mídia, a CVM se defendeu quanto à decisão, enquanto seu novo presidente diz estar aberto a discutir o tema outra vez no Colegiado do órgão. O próprio governo federal pressiona por uma reavaliação da medida. Mais recentemente, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) propôs um modelo de “convergência gradual assistida”, adiando por dois anos as obrigatoriedades, sem eliminar as exigências (que passariam a valer em 2028). A ideia do Conselho é “equilibrar o tempo necessário para adaptação das empresas com a necessidade de preservar a comparabilidade das informações e a credibilidade do mercado de capitais brasileiro.”. Mesmo sob escrutínio público, a revogação da obrigatoriedade deixa muitas companhias tentadas a tomar decisões de forma imediata. Seguir, voluntariamente, uma trilha de aprofundamento no disclosure climático e de sustentabilidade com viés financeiro ou apostar que o mercado não abraçará esta causa naturalmente? Não é uma escolha simples. E há ao menos três aspectos a considerar para tomar decisões de forma ponderada: a relevância e usabilidade da informação; as regulações que seguem ativas; e o desperdício de recursos que significa voltar atrás. Três pontos a considerar na hora de investir na jornada IFRS 1 – O primeiro ponto a ser ponderado na hora de decidir trilhar ou não uma jornada IFRS é a pertinência da informação desses relatos para quem toma decisões sobre seu negócio. O movimento de práticas reguladas de relato tem público-alvo claro: o mercado financeiro. Se nos relatos tradicionais a perspectiva tende a ser multistakeholder, nas divulgações de risco e oportunidade o foco é a necessidade do provedor de capital: investidor, acionista, fundos, instituições financeiras, credores. Coloque-se no lugar de quem decide em que empresa vale mais a pena alocar dinheiro. Riscos climáticos, hoje, podem ser omitidos ou divulgados superficialmente por uma companhia listada, como se não pudessem afetar as Demonstrações Financeiras? Na subscrição ou na concessão de crédito, seguradoras e bancos podem, hoje, ignorar questões ESG em um grande projeto de infraestrutura? Parece difícil haver espaço para recuos. 2- O segundo ponto a considerar: muitas regulações seguem ativas pelo mundo e, direta ou indiretamente, já afetam as relações comerciais e de controle acionário da maioria das empresas. No próprio Brasil, inclusive, há outras regras: se a da CVM está por ora suspensa, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional mantêm a Resolução CMN nº 5.185, que define compromisso para todas as empresas sob sua regulação reportarem com base nas Normas IFRS S1 e S2. O universo potencial total estimado pode envolver mais de 1,4 mil instituições autorizadas pelo Banco Central, com diferentes horizontes de tempo. Além dos países com regulações IFRS, há a Diretiva CSRD da União Europeia, cujas Normas ESRS exigem o reporte de questões de sustentabilidade na cadeia de valor. Ou seja: para quem negocia com companhias no exterior ou tem investidores de outras jurisdições, a pressão por informação financeira de sustentabilidade se mantém. Setores como mineração, petróleo e gás, siderurgia e agropecuário não têm escapatória: são provedores de matérias-primas e insumos críticos e, por força da relação comercial, serão cobrados a divulgar dados. 3- O terceiro ponto se liga ao investimento de tempo e recursos até aqui. Aderir ou não aos padrões IFRS não é para muitos uma escolha, e sim um processo já em andamento – cabe avaliar se o investimento até aqui será ou não aproveitado. A implantação de uma linguagem contábil de sustentabilidade é o grande desafio da jornada rumo à S1 e à S2; empresas de diferentes setores vêm ajustando processos internos, pondo em diálogo áreas de Sustentabilidade, Riscos e Finanças, repensando suas divulgações e instituindo novos comitês e processos de governança. A atitude pioneira da CVM, embora por enquanto neutralizada pela Resolução 244/2026, já induziu mudanças no mercado. Consultorias, auditorias e profissionais se prepararam, áreas inteiras foram estruturadas para o atendimento aos padrões. Profissionais de contabilidade e ESG têm se sentado juntos à mesma mesa de reunião. Cabe parar esse amadurecimento por conta da suspensão de uma das regulações? Independentemente das idas e voltas que sempre ocorreram na agenda de

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